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Cervejaria alemã oferece dormitórios dentro de barris

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Você já pensou em passar uma noite dormindo em um barril de cerveja? Pois essa é a proposta da cervejaria alemãPotts Naturpark Brauerei. Localizada na região da Westphalia, na Alemanha, a empresa oferece quartos onde os visitantes podem ficar hospedados em barris transformados em camas.

No ramo há mais de cem anos, os proprietários da cervejaria viram uma oportunidade de negócio ao transformar os barris em acomodações aos visitantes, que chegam à cervejaria para entender mais sobre seu processo de produção. Dividido ao meio, o barril tem uma parte removida. Depois, ganha uma plataforma e um colchão para duas pessoas.

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O interessante é que os hóspedes, antes mesmo de dormir em seus “aposentos”, podem relaxar em uma sauna feita com os barris.

As reservas podem ser feitas por meio doAirBnB, empresa do segmento de reservas online. As diárias custam a partir de R$ 272.

Fonte: http://revistapegn.globo.com/Revista/Common/1,,EMI328458-17180,00.html

 
 

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Inimiga da dieta, latinha de cerveja equivale a 25g de bacon

Além de muito calóricas, as bebidas alcoólicas prejudicam órgãos essenciais para o processo de emagrecimento.

por Marianna Feiteiro
Inimiga da dieta, latinha de cerveja equivale a 25g de bacon title=

Quem faz dieta para emagrecer sabe a luta constante que é resistir aos docinhos, às frituras, ficar só na saladinha enquanto o pessoal se acaba no rodízio, etc. Aí, chega o final de semana e nos sentimos tentadas a recompensar todo esse esforço. Pedimos uma cervejinha, “só para aliviar o calor”, e juramos que não vamos passar de uma lata. E aí: pode?

Segundo a nutricionista Juliana Dragone, a resposta, infelizmente, é não. “O álcool engorda, e não é pouco. Ele é um macronutriente, ou seja, fornece energia, que é dada em forma de calorias”, explica. “Só para se ter uma ideia, a ingestão de uma lata de cerveja de 350ml equivale ao consumo de 25g de bacon”, compara.

O pior é que as calorias fornecidas pelo álcool são ditas vazias, ou seja, não fornecem nenhum tipo de nutriente benéfico, como vitaminas e minerais. “O álcool tem quase o dobro de calorias do que proteínas e carboidratos. Cada grama de álcool tem sete calorias, enquanto proteínas e carboidratos têm 4 kcal/g”, esclarece a especialista.

Mas não são só as calorias em excesso que tornam a inocente cervejinha do happy hour a vilã da dieta. “A digestão do álcool irrita as paredes do estômago, e qualquer enfraquecimento deste órgão diminui o ritmo e a eficiência da digestão, o que acaba por interferir no metabolismo e na perda de peso”, explica Juliana.

Outro órgão afetado negativamente pela bebida alcoólica é o fígado. Responsável pelo processamento e eliminação das toxinas e transformação da gordura em combustível, ele é fundamental para o processo de emagrecimento, que é prejudicado quando ocorre a ingestão excessiva.
Por fim, o álcool interfere nas taxas de testosterona. “Isso é um problema, porque a testosterona é poderosa tanto na construção muscular, quanto no aumento do consumo energético”, esclarece.

A nutricionista também lembra de outros fatores que contribuem para a característica “engordativa” da bebida alcoólica. “Primeiramente, o álcool não sacia. Além disso, é muito fácil perder a conta de quantos copos ou latinhas foram consumidos, e algumas bebidas ainda vêm com outros aditivos calóricos, como leite condensado, frutas, açúcar, etc. O resultado é uma bomba calórica.”

A triste – e óbvia – conclusão? “Devemos abolir o álcool da dieta, pois ele prejudica o objetivo de perda de peso”, orienta.

No entanto, se em uma ocasião especial você não resistir à tentação e der uma escorregadinha, não precisa se martirizar. Beba dois goles de água a cada gole de bebida alcoólica para minimizar os danos e acompanhe com comidas pouco gordurosas.

Fonte: http://www.bolsademulher.com/corpo/inimiga-da-dieta-latinha-de-cerveja-equivale-a-25g-de-bacon/

 
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Publicado por em 10/01/2013 em Artigos, Dicas

 

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Devassa lança cerveja da Playboy; garrafa tem formato de corpo de mulher

Em parceria com a Playboy, a Devassa lança neste mês uma cerveja em homenagem à revista masculina. Com preço sugerido de R$ 1,99, a garrafa foi inspirada no formato do corpo de uma mulher.

O acordo entre as duas empresas foi negociado quando o fundador da revista, Hugh Hefner, estrelou uma campanha da cerveja no carnaval deste ano.

Em parceria com a Playboy, a Devassa

Segundo a Devassa, a nova cerveja é do tipo pilsen, com teor alcoólico de 4,7%.

Em setembro, uma diretora americana da Playboy já tinha antecipado a intenção de lançar uma cerveja no país.

A empresa norte-americana tem apostado em ampliar a oferta de produtos com sua marca no mundo. Nos EUA, por exemplo, a Playboy Enterprises possui um clube de vinhos.

Fonte: http://economia.uol.com.br/ultimas-noticias/redacao/2012/12/18/devassa-lanca-cerveja-da-playboy-garrafa-tem-formato-de-corpo-de-mulher.jhtm

 
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Publicado por em 18/12/2012 em Novidades

 

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Garrett Oliver: mestre-cervejeiro americano faz cerveja com caldo de cana e conta ‘causos’ divertidos no Brasil

  • All Beers

    No Brasil, o americano dá palestras e participa de brassagem em cervejaria mineiraNo Brasil, o americano dá palestras e participa de brassagem em cervejaria mineira

Durante a semana passada, o Brasil recebeu a ilustre visita de um dos mais renomados mestres-cervejeiros do mundo. Responsável pelos rótulos da americana Brooklyn Brewery, Garrett Oliver desembarcou em São Paulo para palestras na Semana Mesa SP, no Mercado Municipal e no bar Aconchego Carioca. Participou, ainda, da brassagem de uma cerveja especial, parceria entre ele e a mineira Wäls, uma Saison que leva caldo de cana. “Eu os conheci há alguns anos, os achei divertidos e vi que estavam fazendo uma bebida muito boa”, diz ele sobre os irmãos José Felipe e Tiago Carneiro, donos da cervejaria.

Ele conta que a primeira vez que teve essa ideia foi em viagem à Flórida, onde existe alguma oferta de cana de açúcar. “Eu adoro o sabor pronunciado da cana, como no caldo e na cachaça”, explica. Assim, Garrett decidiu usar, em uma de suas receitas na Brooklyn Brewery, açúcar demerara vindo das Ilhas Maurício, ilha tropical na costa africana, que era o que ele tinha de mais parecido e disponível em larga escala em Nova York. “Mas eu ainda queria fazer uma cerveja que levasse o sumo da cana”, relembra.

Quando a Wäls propôs essa parceria, o sonho voltou à tona. “Então vamos a Belo Horizonte, cortar cana e usá-la numa receita deste mesmo estilo, mas cujo conteúdo será 15% de caldo de cana. O caldo vai entrar diretamente no mosto e vai ser cozido junto com o malte. Vai ser uma colaboração entre um americano louco, a inspiração belga, ingredientes bem brasileiros e uma cervejaria bacana. Acho que vamos nos divertir bastante”, comemora.

Com mais de 20 anos de carreira e autor de diversos livros sobre o tema, incluindo “A mesa do mestre-cervejeiro” recém-lançado no Brasil pela Editora Senac, Garrett fala de cerveja com o entusiasmo de quem acabou de começar.  “Posso falar sobre cerveja por duas horas sem nem parar para respirar. Eu preciso ser interrompido”, brinca. E falou mesmo! Além desta em parceria, Garrett deu a ficha completa de quatro rótulos da Brooklyn, deu exemplos de harmonização e demonstrou que, como os mineiros, é um bom contador de ‘causos’.

Sorachi Ace
Com teor alcoólico de 7,6%, essa Saison um lúpulo homônimo criado no Japão nos anos 70, nunca utilizado lá e que passou a ser cultivado nos Estados Unidos em 2008. “O curioso é que dois anos atrás, quando visitei o país, levei um pouco do Sorachi a uma cervejaria e eles acharam que era um lúpulo tipicamente americano”, relata. Esse estilo, também conhecido por Belgian Farm House Ale, é bem seco, com pouquíssimo residual de açúcar, e tem a textura cremosa promovida pela refermentação na garrafa.  “Vai bem com camarão na moranga, moquecas, sushi e frutos do mar em geral, mas também equilibra coisas mais gordurosas, como queijos”, informa.

Local 1
Bem mais forte, com 9%, a Local 1 é uma Belgian Strong Golden Ale que leva o tal açúcar demerara das Ilhas Maurício. “Leva a mesma levedura que a Sorachi Ace, o que significa que tem a mesma qualidade picante. Mas tem sabores mais terrosos e, ao mesmo tempo, mais frutados, com notas de tabaco e laranja. Embora seja bem seca, tem um leve adocicado, resultado da alta graduação alcóolica”, descreve. Segundo ele, é uma cerveja versátil, que harmoniza com salmão, sardinha e outros peixes gordurosos, além de assados e frituras em geral. “Ela é como o jazz: pode servir de pano de fundo ou ser o centro das atenções, dependendo do seu humor”, compara.

Local 2
Também com 9%, a Local 2 é uma Ale inspirada nas cervejas escuras de abadia, que leva um xarope belga de açúcar altamente caramelado. “O resultado é um sabor quase que de açúcar queimado e passas”, explica. Garrett conta que sempre harmoniza esse rótulo com massa a carbonara, que começa com o bacon ou a pancetta dourando na frigideira. “Tudo que passa por essa caramelização e fica marrom depois de assar, grelhar ou fritar vai muito bem com a Local 2, sejam vieiras ou cordeiro. É nossa cerveja mais culinária”, completa. Também escolta muito bem o nosso tão apreciado churrasco e com a ceia de Natal.

Black Ops
A primeira leva dessa Russian Imperial Stout envelhecida em tonéis de bourbon e refermentada na garrafa com levedura de champagne foi feita quase que secretamente, apenas para os funcionários da Brooklyn. “Somente eu e mais quatro pessoas sabíamos da sua existência e, no fim, cada colaborador ganhou uma caixa de Natal”, conta. O objetivo de tamanho sigilo era driblar as exigências dos parceiros de distribuição, já que a escala de produção era pequena. Apesar de hoje vender a Black Ops, ela continua sendo a cerveja mais exclusiva da casa, que faz cerca de mil caixas por ano. Com mais de 11% de teor alcoólico, “tem notas de café e chocolate, proveniente dos maltes tostados, mas também baunilha e coco, dos barris de carvalho”.

Fonte: http://comidasebebidas.uol.com.br/noticias/redacao/2012/11/14/garrett-oliver-mestre-cervejeiro-americano-faz-cerveja-com-caldo-de-cana-e-conta-causos-divertidos-no-brasil.htm

 
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Publicado por em 16/11/2012 em Artesanais, Artigos

 

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Afinal, Pilsen ou Lager?

O que me motivou a escrever esse post foi a grande confusão que as cervejarias brasileiras causam ao denominar suas cervejas de Pilsen.

Começo de papo: NENHUMA CERVEJA NACIONAL DAS GRANDES MARCAS É PILSEN. NENHUMA!  Tecnicamente ambas pertencem à mesma família: são lagers. Mas Pilsen é um estilo específico e o que essas cervejarias chamam de Pilsen na verdade pertence a um estilo conhecido como American Lager. São primas, mas são diferentes. Segundo o BJCP (Beer Judge Certification Program Inc.), a bíblia quando se fala em estilos, entre os vários fatores que determinam essa diferença, o mais marcante é o nível de amargor.  Uma american lager tem no máximo 15 IBUs (Unidades Internacionais de Amargor), enquanto uma verdadeira pilsen começa em 25 e vai até 45 IBUs.

Além do amargor, importante ressaltar que as verdadeiras pilsens seguem estritamente a lei de pureza alemã, ou seja, utilizam apenas malte, lúpulo, levedura e água. Já as american lagers das grandes cervejarias utilizam, além desses quatro elementos, grandes quantidades de cereais não maltados como milho e arroz para baratear os custos de produção. E esses cereais não contribuem com nada, apenas deixam a cerveja ainda mais insossa.

As Famílias da Cerveja

Em uma classificação bem geral podemos dividir os estilos de cerveja em duas grandes famílias: as ales e as lagers. As ales vieram primeiro e, via de regra, são mais complexas e intensas. Já  as lagers são mais recentes e só se tornaram populares na metade do século XIX, especialmente com o advento das técnicas de refrigeração. Isso porque precisam maturar em baixas temperaturas por cerca de oito semanas. Por essa razão inclusive o estilo chama-se lager que em alemão significa “guardada”.  As lagers dominam amplamente o mercado mundial e os seus dois principais estilos são o Pilsen e o American Lager. Vamos conhecê-los.

O Estilo Pilsen ou Pilsener

O nome do estilo está relacionado à cidade onde foi criado: Pilsen na Bohemia, atual  Republica Tcheca. Em sua versão original utiliza o famoso lúpulo de Saaz e maltes da Morávia. Tem sempre coloração dourada clara e cristalina por ser filtrada. Os aromas são equilibrados entre o malte lembrando pão e notas herbais e florais do lúpulo. O corpo médio e possuem final amargo e persistente.  Muito popular tanto em seu país de origem quanto na Alemanha, sendo que em terras alemãs é produzida em uma variante mais amarga e leve do que as tchecas. O exemplo clássico e a primeira pilsen produzida é a tcheca Pilsener Urquell.  Entre as brasileiras vale citar a excelente Klein Tchec de Campo Largo.

O Estilo American Lager

Bem mais amplo e variado que o estilo Pilsen, 10 entre 10 cervejas de massa são american lagers. As mais vendidas cervejas do mundo como Budweiser, Miller e Heineken e todas as cervejas de massa do Brasil pertencem a esse estilo. O problema é que essas grandes cervejarias preocupam-se em fazer cervejas cada vez mais leves e baratas.  Além disso, utilizam uma quantidade tal de conservantes, acidulantes, corantes, estabilizantes e outros antes que a cerveja vira uma bomba química. No Brasil então, nada de lúpulo ou malte ou levedura e sempre o mesmo gosto artificial que faz com que todas sejam iguais. Não acredita? Sugiro uma brincadeira: faça um teste cego. Chame aquele seu amigo que diz que só toma Skol ou só toma Brahma. Sirva sem identificar várias marcas simultaneamente, especialmente as mais odiadas como Colônia ou Nova Schin. O resultado vai surpreender.

Mas não condenemos o estilo pois existem sim boas american lagers. Compare você mesmo provando uma Coruja Otus ou uma Colorado Cauim ou então a, na minha opinião, melhor das lagers: a escocesa Schiehallion.

Curiosidade final:

Você sabe o porquê das cervejarias nacionais insistirem no velho marketing: “gelada ao extremo”? Porque a baixas temperaturas o aroma não se desprende e as papilas gustativas tornam-se insensíveis. Qualquer cervejeiro sabe o que acontece com essas cervejas se a temperatura subir um pouco. Cheiro de esgoto e sabor de papelão molhado.  Para elas vale aquele velho ditado: cerveja quente é uma das três piores coisas do mundo.

Jota Fanchin Queiroz

Bardojota.blogspot.com

Fonte: http://www.cwbgourmet.com.br/portal/colunas/o-contador-de-cervejas/338-afinal-pilsen-ou-lager

 

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Mercado de trabalho: mestre-cervejeiro versus sommelier de cervejas

A cultura das cervejas, particularmente, tem se propagado graças a uma legião de profissionais e empreendedores engajados na apresentação da bebida em seus diferentes estilos e personalidades. E é justamente sobre alguns desses profissionais da cerveja, dedicados a estudar a fundo essa bebida, o tema dessas linhas – me refiro aos mestres-cervejeiros e aos sommeliers de cervejas.

A Baden Baden Golden, de Campos do Jordão (SP), leva assinatura do mestre cervejeiro Carlos Hauser

A Baden Baden Golden, de Campos do Jordão (SP), leva assinatura do mestre cervejeiro Carlos Hauser
É muito comum que as pessoas achem que é tudo a mesma coisa – será? Engenheiro civil e arquiteto é a mesma coisa? Médico e enfermeiro também? Pois é. Sabemos bem que essas profissões abordam assuntos em comum: os engenheiros civis e os arquitetos falam sobre construção; os médicos e os enfermeiros, sobre saúde; os mestres-cervejeiros e os sommeliers de cervejas, sobre cerveja. Entretanto, essas abordagens são feitas de formas diferentes e complementares. (Rapidamente, vale comentar que tanto mulheres quanto homens estão incluídos nas profissões acima citadas.)

Os mestres-cervejeiros basicamente têm competências e responsabilidades na produção de cervejas; já os sommeliers, na comunicação das mesmas. As atividades profissionais no cotidiano são bem diferentes, assim como os vocabulários utilizados.

Normalmente, as pessoas que querem seguir a carreira de mestre cervejeiro devem apresentar preparação técnica nas áreas de engenharia (alimentos, química, produção) ou ainda de química, biologia ou agronomia. Vão trabalhar na indústria, colaborando na garantia da qualidade das matérias-primas, na boa execução dos processos cervejeiros, no desenvolvimento de novos produtos e processos. Os relacionamentos de trabalho se darão, sobretudo, com seus pares na indústria e os jargões, muitas vezes, serão altamente técnicos.

No caso de sommeliers de cervejas, a história é diferente. As pessoas que se interessam por este caminho podem apresentar preparação média, idealmente com estudos completos do segundo grau. Muito importante nessa profissão é gostar de se comunicar, fazendo bom uso do nosso idioma. Vão trabalhar, principalmente, na comunicação e nas vendas das cervejas em empresas produtoras, importadoras, distribuidoras; ou ainda em bares, restaurantes, empórios, mercados e hotéis. Os relacionamentos de trabalho se darão com seus pares e também com consumidores finais, o que faz com que os vocabulários devam se adequar aos diferentes públicos possíveis.

Gostar de verdade de cervejas é fundamental, mas é preciso muito mais. Paixão, estudo, atenção, sensibilidade, curiosidade, dedicação, disciplina, paciência, bom-senso, ética e autocrítica são algumas palavras-chaves para não perder de vista. Por último, mas não menos importante, a responsabilidade em seu significado mais amplo: na esfera social, em sugerir sempre o consumo moderado de cervejas; e na esfera profissional, em fazer uso de linguagem adequada e precisa para passar adiante as verdades da cultura cervejeira e seus prazeres gastronômicos.

Ambas as profissões requerem preparação profissional que inclui sala de aula, livros, prática e tempo, como em qualquer outra profissão. Todo cuidado na condução da carreira é importante, para que, no futuro, naturalmente se possa receber com mérito o respeito e o reconhecimento esperados.

E assim termino, indicando alguns bons rótulos brasileiros para degustação, como em homenagem aos mestres da velha-guarda cervejeira que muito já me ensinaram, direta ou indiretamente, e que pelos quais guardo profunda admiração e respeito. A cerveja de Campos do Jordão (SP), a Baden Baden Golden (veja ficha técnica abaixo), elaborada por Carlos Hauser; a de Blumenau (SC), a Eisenbahn 10 Anos (7,2%, 375 ml, R$ 24,50, na Costi Bebidas), por Gerhard Beutling e Peter Erhardt; e também de Blumenau, a Bierland Vienna (5,4%, 600 ml, R$ 10,50, na Dufry), por Ilceu Dimer. Detalhe: todos eles, antes de suas belas atuações nas microcervejarias, aprenderam e praticaram muito a ciência e a tecnologia cervejeira em grandes indústrias no Brasil e no mundo.

::FICHA TÉCNICA::
Baden Baden Golden

Essa cerveja foi das primeiras criações ousadas do mestre cervejeiro (já aposentado) Carlos Hauser, na Cervejaria Baden Baden. Do estilo Spice Ale, leva na receita uma dose discreta e precisa de canela. Especiaria que lhe confere um aroma delicado, ao lado de nuances de frutas. De cor amarelo-ouro, na boca apresenta final levemente doce. Idealmente servida entre 3º e 5ºC, combina bem com queijos semiduros como Gruyère e Emmental, por exemplo.

País: Brasil
Teor alcoólico: 4,5%
Volume: 600 ml
Preço: R$ 12,57
Estilo: Spice Ale
Onde encontrar: www.sondadelivery.com.br

Fonte: http://comidasebebidas.uol.com.br/colunas/cilene-saorin/2012/10/29/os-profissionais-da-cerveja-as-diferencas-entre-mestre-cervejeiro-e-sommelier-de-cervejas.htm

 
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Publicado por em 05/11/2012 em Artigos, Curiosidade, Novidades

 

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Cerveja e rock, uma dupla inseparável

Existem aqueles casamentos entre almas gêmeas que, mais do que final feliz, proporcionam um “durante” espetacular. É o caso do pão com manteiga, do queijo com goiabada, do champagne no Réveillon, e da cerveja e o rock. Tão frutífero é esse relacionamento, que muitas bandas de sucesso cruzaram a fronteira do balcão do bar e agora têm rótulos com seu próprio nome. O Perl Jam tem uma. O Deep Purple, o Rush, o Kiss e o AC/DC também.  O Iron Maiden tem duas. Até os brasileiros Blues Etílicos, Nenhum de Nós e Sepultura têm as suas.

divulgação

O copo e o som que o homem uniu, nem Deus separa!

Uma das bandas nacionais a abraçar essa tendência mais recentemente foi o Velhas Virgens. Para comemorar os 25 anos de estrada e como parte da filosofia do grupo, surgiu a Velhas Virgens Indie Rockin’Beer, uma IPA puro malte com 6,5% de graduação alcoólica. “O Tuca, que é o baixista deles, faz cerveja em casa e trouxe a própria receita, que ele e o mestre cervejeiro Rodrigo Silveira apenas adaptaram para uma escala maior”, conta Moroni Andrade, gerente comercial da Cervejaria Invicta, responsável pela produção. “O primeiro lote do rótulo, com 5 mil garrafas, saiu entre o fim de março e o início de abril deste ano, mas agora já estamos no quinto”, comemora.

Apaixonado tanto por rock, quanto por cerveja, Ronaldo Rossi, dono da Cervejoteca, criou a Riff Beer segundo o conceito que chama de heavy metal: “sem carinho e sem suavidade, mas complexa e saborosa”. “A ideia é oferecer cervejas pronunciadas no lúpulo, mas sempre equilibradas e com bom residual de açúcar”, explica Rossi, que também é chef de cozinha. A marca contará com 12 diferentes estilos, entre sazonais e fixos, cada um inspirado por uma banda do gênero. Atualmente, há oito deles em desenvolvimento em diferentes cervejarias e quatro receitas prontas e aguardando registro do Ministério da Agricultura.

Para comemorar o aniversário da loja, que reúne impressionantes 500 rótulos, Rossi concebeu a Overkill, em homenagem à música homônima da banda britânica Motörhead. Nas palavras do próprio criador, “uma IPA brutal, com 11% de teor alcoólico e 200 IBUs”, que é a unidade que mede o nível de amargor da cerveja. “Sensacional, com lúpulo até na alma”, segundo um integrante da Untappd, um tipo de Foursquare voltado para os cervejeiros.

Sentimento recíproco
Outro impregnado de cerveja e rock até os ossos é Vladimir Urban, sócio da cerveja Diabólica. Figura conhecida do psychobilly nacional, esse estilo de rock que mistura punk e rockabilly, sua história ilustra como a música pode ajudar a bebida e vice-versa. Hoje parte da banda Sick Sick Sinners, também já foi da Catalépticos e d’Os Cervejas. Quando ele e seus colegas começaram a fazer turnês na Europa, por volta de 1997, conheceram cervejas diferentes das pilsen daqui. De volta a Curitiba, passaram a procurá-las em todos os bares e pubs da cidade. Quando encontravam, pulavam de alegria.

A cena musical foi crescendo e eles ajudaram a fundar o Psycho Carnival, festival que acontece há 13 anos na capital paranaense e faz parte do calendário mundial do psychobilly. Ao mesmo tempo foi crescendo a sede por cervejas especiais, não só da banda, mas de todos os frequentadores dos shows, que acabavam com os estoques da pale ale da Eisenbahn, então uma cervejaria artesanal catarinense. Assim, decidiram criar a Diabólica IPA, com sugestivos 6,66% de teor alcoólico, que foi sucesso imediato. Hoje estão lançando seu segundo rótulo, justamente uma pale ale. “O desenho, inclusive, foi criado pelo artista plástico Rafael Silveira, que já foi sócio da Diabólica e hoje toca na banda Transtornados do Ritmo Antigo”, conta Vlad.

Ciente da dificuldade que uma banda em começo de carreira tem para conseguir patrocínio, a Diabólica ajuda no que pode. Custeou a gravação do CD d’As Diabatz, agora em turnê pelo velho continente. Também procura divulgar e fornecer cerveja para que as bandas possam vendê-la nos shows e aumentar o caixa. A marca ainda promove a Rockin’Beer Night, festa que conjuga música, comida e bebidas especiais e apoia a organização do Beer Day de Curitiba no que for preciso. Vlad acredita que essa colaboração mútua ajuda a promover não só o rock e a cerveja, mas a identificação entre as pessoas e até a própria cidade.

“Da época que a gente rodava a cidade atrás de uma pale ale até hoje, o cenário mudou radicalmente. Hoje há cerca de dez cervejarias artesanais na região, todas com uma qualidade excelente. Meu sonho é que o mesmo aconteça em todos os estados, e que a gente possa tomar uma cerveja diferente, produzida no local, para onde quer que viaje”, explica ele. Este é um brinde que vale a pena!

 

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