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O fantástico mundo das cervejas artesanais

20 Fev

Por Gabriella do Gato

Então meu amigo, se você é como eu e já viu que vale a pena gastar uns trocados com umas cervejas “diferenciadas” e ser feliz, este texto é para você. Se tiver uma cerveja na geladeira, pegue lá e volte para ler.

Às vezes, acordo com sede de cerveja gostosa, principalmente aos sábados. E gosto muito da rotina de ir ao supermercado, ficar olhando alguns rótulos e escolher alguma garrafinha diferente para provar. E sei que não sou a única.

Para aplacar a sede de tanta gente não basta ser cerveja. E é na diferença que as pequenas apostam. Ao contrário das grandes cervejarias, as artesanais são produzidas através de um processo sem a aceleração da fermentação nem a adição de conservantes e aditivos químicos.

E hoje, seja de Norte ao Sul do Brasil, é possível encontrar algumas marcas interessantes em supermercados de se desvendar e, o melhor: se você se organizar isso nem vai pesar no seu orçamento. Você pode até receber cervejas especiais em casa, pela internet.

Todos esses rótulos podem ser encontrados em supermercados, de Norte a Sul do Brasil. Entre R$ 3,50 até R$ 15, dá pra se divertir.

MESTRE-CERVEJEIRO, EU?

A “batalha” de cervejas artesanais é altamente saudável. Quase que como bandas, que cada um que goste do seu estilo, o lance desses “alquimistas” da cerveja é algo altamente “politicamente correto” a meu ver, algo quase tão bonito quanto plantar sua própria pamonha. “Eu vou fazer a minha cerveja, do jeito que sempre quis.” E fazem. Há cursos especiais para a prática, dicas na internet, vários sites sobre o assunto e, o melhor, há aqueles que, como os vikings, sabem apreciar essa dádiva que é a cerveja, o chopp e afins. Os petiscos são um capítulo à parte.

Mini-cervejaria de um salão de beleza de Natal. O Nalva Café Salão tem sua própria bebida, com fermentação especial, um luxo. Já provei e aprovei!

Enquanto os grandes produtores fabricam, majoritariamente, a cerveja tipo pilsen (a famosa “loura”), a cerveja artesanal se apresenta nas formas dunkel (a escura), red ale (a “ruiva” ou do tipo “bock”), weizenbier (de trigo), entre outras.

O sucesso dessa “explosão de sabores” foi a “orkutização” destas cervas. Você pode encontrá-las em supermercados e, com R$ 15 reais, levar três ou duas, depende do seu paladar na hora. Eu acho espetacular todo mundo ter a oportunidade de tomar suas cervas importadas de vez em quando. Não acho que o brasileiro só aprecie Skoll e afins; é que nem livro e música, se tiver num preço acessível todos vão querer consumir e sim, ficar feliz. Afinal, quem não sorri vendo Stellas e Buds por menos de R$ 2 no mercado?

Dá pra ser feliz, dá sim! Preços pré-carnaval do Extra – Natal / RN

UM CASO NORDESTINO

Eu moro em Natal, Rio Grande do Norte. Numa cidadezinha pertinho daqui, existe um figura que é mestre-cervejeiro que transforma bombas de gasolina e outros equipamentos antigos em máquinas de chope. Ele pega aquelas caixas de biscoitos e faz guitarras de blues. E, entre engrenagens e Elvis, ele tem o dom da alquimia da cerveja. Quase um jedi.

Já tive oportunidade de provar alguns exemplares e tenho ótimas recordações disto. ANostalgia Bier (do Marcio Trigueiro, cervejeiro artesanal) tem quatro cervejas próprias e já desenvolveu algumas exclusivas para quatro bares. Já provei uma com gosto de chocolate e café (e ainda assim amarga) e a **** com gosto de *** que pude provar num show (com banda de stoner) em um bar de motoqueiros. Com Slash pintado na parede e aquele mormaço de sábado.

Pessoal do Son of a Witch, comemorando a brassagem da Coffe Daddy. O mestre cervejeiro Márcio, sem tarja.

 

Delícia que lembra chocolate, café, um amarguinho gostoso e espuma na boca.

Essa aqui é a Cosmic Ale, cerveja “da banda”. Para quem quiser conhecer o som do Sono f a Witch: Para quem quiser conhecer o som: http://dapesadarn.blogspot.com/2011/12/os-filhos-da-bruxa.html

 

Esse é o mais interessante. Se você se juntar com um grupo de 4, 5 amigos e cada um investir um pouco (R$ 100, mais ou menos), é possível vocês terem sua própria cerveja. O cliente diz mais ou menos as características que ele aprecia na cerveja e ele desenvolve uma receita exclusiva.

Marcio Trigueiro já explicou que do início do preparo até a entrega do produto a demora é de 20 a 30 dias. Por isso, as encomendas têm de ser feitas com certa antecedência. Uma brassagem é composta por 30 garrafas de 600 ml, e cada garrafa chega a custar de R$ 9 a R$ 14. Atualmente, a cervejaria produz cerca de 1 mil litros por mês. “Só existe uma maneira de fazer cerveja boa: com pequena tiragem. Quem define a cerveja na indústria é o departamento de marketing. Na cerveja artesanal, é o mestre cervejeiro”.

E a questão primordial: vale a pena? Sim, muito! Algo acende em você, além do paladar. É um resgate.

As mina pira! Foto do arquivo pessoal de @Diegofbarbieri

Para quem se animou e quer começar a colecionar e degustar e fazer inveja ao amigo com sua coleção de garrafas de cerva, olha esse links:

http://clube.onbeer.com.br/?gclid=COqIq8_dnq4CFQpZ7AodyWEB7A

http://www.clubeer.com.br/

http://www.cervejando.com/

E para os mais aventureiros, 12 Cervejarias Artesanais Brasileiras que Você Precisa Conhecer

http://www.mestre-cervejeiro.com/artigos/12-cervejarias-artesanais-brasileiras-que-voce-precisa-conhecer.html

EM VEZ DE SORVETE, COMPRE CERVEJA.

E para me inspirar para o Contraversão, comprei três cervejas, uma fraquinha, uma média e uma mais forte. Além disso, não consigo escrever, claro. (Em tempo, é sorvete de flocos no pote e só um saco de gelo ao fundo. O copinho não é o ideal para degustação mas não estou nem ai, é de vidro, fininho e dá pra mostrar bem a cor da cerveja). Fiz a “análise” em casa, ouvindo esse som aqui, que tem tudo haver com o lance gourmet. Das três, só a nacional é artesanal, apesar de já ser produzida em larga escala.

Dos Equis (XX) Lager: não se deixe impressionar pela garrafa verde com dois Xs vermelhos. Essa é uma cerva das que chamo de “fininhas”. Não tem um sabor encorpado como uma Stellinha e nem é amarga e espuma na boca como uma Heineken. A Dos Esquis é uma cerva mexicana ideal para se apreciar numa praia, sábado à tarde… vendo o pôr do sol e arriscando uma pelada com os amigos. Ou, se você for nerd, jogando um dota e se divertindo, esquecido do mundo (já está em boa companhia). O sabor dela é boa, eu arriscaria que é uma versão européia da nossa Skoll Beats, mais amarguinha. Dá pra curtir feliz e ainda chamar uma gatinha pra acompanhar, já que é uma pilsen “arrumadinha”.

Eisenbahn: deliciosa e sensacional, essa é uma dos tipos de cervas que mais acho gostosas… as de trigo. Esse tipo de fermentação, que não é filtrada, dá um sabor de cerveja “tr00”, um gostinho de trigo mesmo, coisa boa! Diz a lenda que pra desenvolver essa linha da Eisenbahn o mestre-cervejeiro deles foi fazer um curso lá no sul da Alemanha. E, olha, parabéns viu meu amigo, fez direitinho! A cor dela parece água suja, amarela turva. Eu acho legal, imagino que os vikings bebiam cervejas assim. Orgulho nacional, lá de Santa Catarina.

1906: amarga. Cerveja para homem. Densa, avermelhada, amaaaarga, cerveja espanhola. Reserva especial, meio caramelo, meio milho, um negócio que deixa a boca cheia de sensações legais, coisa fina! Acendi um cigarro e ela ficou mais encorpada, acho uma cerva boa pra acompanhar um jogo de baralho, uma sinuca… A 1906 é prima da Estrella Galicia, duas espanholas de encher a boca. Cerveja forte, recomendo pelo menos uma vez na vida.

DIGA DA GABI: Curitiba é uma terra abençoada não só com bandas mas com cerveja. Se estiver por lá um dia, passe na Cervejaria da Vila. Ou procure saber quais bares vendem a Diabólica. Não precisa agradecer! Abaixo fotos de alguns exemplares que provei lá. Destaque pra Diabólica e os vários tipos da Klein!

*Obs- perdoem alguma falta de concordância ou idéias redundantes. É bom “mas é ruim” escrever sobre cerveja, você começa de um jeito e no final fica que nem esse meme:

Fonte: Contraversão

 
1 Comentário

Publicado por em 20/02/2012 em Artesanais, Artigos, Curiosidade, Degustando, Dicas

 

One response to “O fantástico mundo das cervejas artesanais

  1. Alinne

    27/02/2012 at 12:35

    Adorei o texto, sempre quis escrever sobre esses assuntos e não sabia como começar!😀

     

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