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Cervejaria alemã oferece dormitórios dentro de barris

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Você já pensou em passar uma noite dormindo em um barril de cerveja? Pois essa é a proposta da cervejaria alemãPotts Naturpark Brauerei. Localizada na região da Westphalia, na Alemanha, a empresa oferece quartos onde os visitantes podem ficar hospedados em barris transformados em camas.

No ramo há mais de cem anos, os proprietários da cervejaria viram uma oportunidade de negócio ao transformar os barris em acomodações aos visitantes, que chegam à cervejaria para entender mais sobre seu processo de produção. Dividido ao meio, o barril tem uma parte removida. Depois, ganha uma plataforma e um colchão para duas pessoas.

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O interessante é que os hóspedes, antes mesmo de dormir em seus “aposentos”, podem relaxar em uma sauna feita com os barris.

As reservas podem ser feitas por meio doAirBnB, empresa do segmento de reservas online. As diárias custam a partir de R$ 272.

Fonte: http://revistapegn.globo.com/Revista/Common/1,,EMI328458-17180,00.html

 
 

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Garrett Oliver: mestre-cervejeiro americano faz cerveja com caldo de cana e conta ‘causos’ divertidos no Brasil

  • All Beers

    No Brasil, o americano dá palestras e participa de brassagem em cervejaria mineiraNo Brasil, o americano dá palestras e participa de brassagem em cervejaria mineira

Durante a semana passada, o Brasil recebeu a ilustre visita de um dos mais renomados mestres-cervejeiros do mundo. Responsável pelos rótulos da americana Brooklyn Brewery, Garrett Oliver desembarcou em São Paulo para palestras na Semana Mesa SP, no Mercado Municipal e no bar Aconchego Carioca. Participou, ainda, da brassagem de uma cerveja especial, parceria entre ele e a mineira Wäls, uma Saison que leva caldo de cana. “Eu os conheci há alguns anos, os achei divertidos e vi que estavam fazendo uma bebida muito boa”, diz ele sobre os irmãos José Felipe e Tiago Carneiro, donos da cervejaria.

Ele conta que a primeira vez que teve essa ideia foi em viagem à Flórida, onde existe alguma oferta de cana de açúcar. “Eu adoro o sabor pronunciado da cana, como no caldo e na cachaça”, explica. Assim, Garrett decidiu usar, em uma de suas receitas na Brooklyn Brewery, açúcar demerara vindo das Ilhas Maurício, ilha tropical na costa africana, que era o que ele tinha de mais parecido e disponível em larga escala em Nova York. “Mas eu ainda queria fazer uma cerveja que levasse o sumo da cana”, relembra.

Quando a Wäls propôs essa parceria, o sonho voltou à tona. “Então vamos a Belo Horizonte, cortar cana e usá-la numa receita deste mesmo estilo, mas cujo conteúdo será 15% de caldo de cana. O caldo vai entrar diretamente no mosto e vai ser cozido junto com o malte. Vai ser uma colaboração entre um americano louco, a inspiração belga, ingredientes bem brasileiros e uma cervejaria bacana. Acho que vamos nos divertir bastante”, comemora.

Com mais de 20 anos de carreira e autor de diversos livros sobre o tema, incluindo “A mesa do mestre-cervejeiro” recém-lançado no Brasil pela Editora Senac, Garrett fala de cerveja com o entusiasmo de quem acabou de começar.  “Posso falar sobre cerveja por duas horas sem nem parar para respirar. Eu preciso ser interrompido”, brinca. E falou mesmo! Além desta em parceria, Garrett deu a ficha completa de quatro rótulos da Brooklyn, deu exemplos de harmonização e demonstrou que, como os mineiros, é um bom contador de ‘causos’.

Sorachi Ace
Com teor alcoólico de 7,6%, essa Saison um lúpulo homônimo criado no Japão nos anos 70, nunca utilizado lá e que passou a ser cultivado nos Estados Unidos em 2008. “O curioso é que dois anos atrás, quando visitei o país, levei um pouco do Sorachi a uma cervejaria e eles acharam que era um lúpulo tipicamente americano”, relata. Esse estilo, também conhecido por Belgian Farm House Ale, é bem seco, com pouquíssimo residual de açúcar, e tem a textura cremosa promovida pela refermentação na garrafa.  “Vai bem com camarão na moranga, moquecas, sushi e frutos do mar em geral, mas também equilibra coisas mais gordurosas, como queijos”, informa.

Local 1
Bem mais forte, com 9%, a Local 1 é uma Belgian Strong Golden Ale que leva o tal açúcar demerara das Ilhas Maurício. “Leva a mesma levedura que a Sorachi Ace, o que significa que tem a mesma qualidade picante. Mas tem sabores mais terrosos e, ao mesmo tempo, mais frutados, com notas de tabaco e laranja. Embora seja bem seca, tem um leve adocicado, resultado da alta graduação alcóolica”, descreve. Segundo ele, é uma cerveja versátil, que harmoniza com salmão, sardinha e outros peixes gordurosos, além de assados e frituras em geral. “Ela é como o jazz: pode servir de pano de fundo ou ser o centro das atenções, dependendo do seu humor”, compara.

Local 2
Também com 9%, a Local 2 é uma Ale inspirada nas cervejas escuras de abadia, que leva um xarope belga de açúcar altamente caramelado. “O resultado é um sabor quase que de açúcar queimado e passas”, explica. Garrett conta que sempre harmoniza esse rótulo com massa a carbonara, que começa com o bacon ou a pancetta dourando na frigideira. “Tudo que passa por essa caramelização e fica marrom depois de assar, grelhar ou fritar vai muito bem com a Local 2, sejam vieiras ou cordeiro. É nossa cerveja mais culinária”, completa. Também escolta muito bem o nosso tão apreciado churrasco e com a ceia de Natal.

Black Ops
A primeira leva dessa Russian Imperial Stout envelhecida em tonéis de bourbon e refermentada na garrafa com levedura de champagne foi feita quase que secretamente, apenas para os funcionários da Brooklyn. “Somente eu e mais quatro pessoas sabíamos da sua existência e, no fim, cada colaborador ganhou uma caixa de Natal”, conta. O objetivo de tamanho sigilo era driblar as exigências dos parceiros de distribuição, já que a escala de produção era pequena. Apesar de hoje vender a Black Ops, ela continua sendo a cerveja mais exclusiva da casa, que faz cerca de mil caixas por ano. Com mais de 11% de teor alcoólico, “tem notas de café e chocolate, proveniente dos maltes tostados, mas também baunilha e coco, dos barris de carvalho”.

Fonte: http://comidasebebidas.uol.com.br/noticias/redacao/2012/11/14/garrett-oliver-mestre-cervejeiro-americano-faz-cerveja-com-caldo-de-cana-e-conta-causos-divertidos-no-brasil.htm

 
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Publicado por em 16/11/2012 em Artesanais, Artigos

 

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Afinal, Pilsen ou Lager?

O que me motivou a escrever esse post foi a grande confusão que as cervejarias brasileiras causam ao denominar suas cervejas de Pilsen.

Começo de papo: NENHUMA CERVEJA NACIONAL DAS GRANDES MARCAS É PILSEN. NENHUMA!  Tecnicamente ambas pertencem à mesma família: são lagers. Mas Pilsen é um estilo específico e o que essas cervejarias chamam de Pilsen na verdade pertence a um estilo conhecido como American Lager. São primas, mas são diferentes. Segundo o BJCP (Beer Judge Certification Program Inc.), a bíblia quando se fala em estilos, entre os vários fatores que determinam essa diferença, o mais marcante é o nível de amargor.  Uma american lager tem no máximo 15 IBUs (Unidades Internacionais de Amargor), enquanto uma verdadeira pilsen começa em 25 e vai até 45 IBUs.

Além do amargor, importante ressaltar que as verdadeiras pilsens seguem estritamente a lei de pureza alemã, ou seja, utilizam apenas malte, lúpulo, levedura e água. Já as american lagers das grandes cervejarias utilizam, além desses quatro elementos, grandes quantidades de cereais não maltados como milho e arroz para baratear os custos de produção. E esses cereais não contribuem com nada, apenas deixam a cerveja ainda mais insossa.

As Famílias da Cerveja

Em uma classificação bem geral podemos dividir os estilos de cerveja em duas grandes famílias: as ales e as lagers. As ales vieram primeiro e, via de regra, são mais complexas e intensas. Já  as lagers são mais recentes e só se tornaram populares na metade do século XIX, especialmente com o advento das técnicas de refrigeração. Isso porque precisam maturar em baixas temperaturas por cerca de oito semanas. Por essa razão inclusive o estilo chama-se lager que em alemão significa “guardada”.  As lagers dominam amplamente o mercado mundial e os seus dois principais estilos são o Pilsen e o American Lager. Vamos conhecê-los.

O Estilo Pilsen ou Pilsener

O nome do estilo está relacionado à cidade onde foi criado: Pilsen na Bohemia, atual  Republica Tcheca. Em sua versão original utiliza o famoso lúpulo de Saaz e maltes da Morávia. Tem sempre coloração dourada clara e cristalina por ser filtrada. Os aromas são equilibrados entre o malte lembrando pão e notas herbais e florais do lúpulo. O corpo médio e possuem final amargo e persistente.  Muito popular tanto em seu país de origem quanto na Alemanha, sendo que em terras alemãs é produzida em uma variante mais amarga e leve do que as tchecas. O exemplo clássico e a primeira pilsen produzida é a tcheca Pilsener Urquell.  Entre as brasileiras vale citar a excelente Klein Tchec de Campo Largo.

O Estilo American Lager

Bem mais amplo e variado que o estilo Pilsen, 10 entre 10 cervejas de massa são american lagers. As mais vendidas cervejas do mundo como Budweiser, Miller e Heineken e todas as cervejas de massa do Brasil pertencem a esse estilo. O problema é que essas grandes cervejarias preocupam-se em fazer cervejas cada vez mais leves e baratas.  Além disso, utilizam uma quantidade tal de conservantes, acidulantes, corantes, estabilizantes e outros antes que a cerveja vira uma bomba química. No Brasil então, nada de lúpulo ou malte ou levedura e sempre o mesmo gosto artificial que faz com que todas sejam iguais. Não acredita? Sugiro uma brincadeira: faça um teste cego. Chame aquele seu amigo que diz que só toma Skol ou só toma Brahma. Sirva sem identificar várias marcas simultaneamente, especialmente as mais odiadas como Colônia ou Nova Schin. O resultado vai surpreender.

Mas não condenemos o estilo pois existem sim boas american lagers. Compare você mesmo provando uma Coruja Otus ou uma Colorado Cauim ou então a, na minha opinião, melhor das lagers: a escocesa Schiehallion.

Curiosidade final:

Você sabe o porquê das cervejarias nacionais insistirem no velho marketing: “gelada ao extremo”? Porque a baixas temperaturas o aroma não se desprende e as papilas gustativas tornam-se insensíveis. Qualquer cervejeiro sabe o que acontece com essas cervejas se a temperatura subir um pouco. Cheiro de esgoto e sabor de papelão molhado.  Para elas vale aquele velho ditado: cerveja quente é uma das três piores coisas do mundo.

Jota Fanchin Queiroz

Bardojota.blogspot.com

Fonte: http://www.cwbgourmet.com.br/portal/colunas/o-contador-de-cervejas/338-afinal-pilsen-ou-lager

 

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Cerveja e rock, uma dupla inseparável

Existem aqueles casamentos entre almas gêmeas que, mais do que final feliz, proporcionam um “durante” espetacular. É o caso do pão com manteiga, do queijo com goiabada, do champagne no Réveillon, e da cerveja e o rock. Tão frutífero é esse relacionamento, que muitas bandas de sucesso cruzaram a fronteira do balcão do bar e agora têm rótulos com seu próprio nome. O Perl Jam tem uma. O Deep Purple, o Rush, o Kiss e o AC/DC também.  O Iron Maiden tem duas. Até os brasileiros Blues Etílicos, Nenhum de Nós e Sepultura têm as suas.

divulgação

O copo e o som que o homem uniu, nem Deus separa!

Uma das bandas nacionais a abraçar essa tendência mais recentemente foi o Velhas Virgens. Para comemorar os 25 anos de estrada e como parte da filosofia do grupo, surgiu a Velhas Virgens Indie Rockin’Beer, uma IPA puro malte com 6,5% de graduação alcoólica. “O Tuca, que é o baixista deles, faz cerveja em casa e trouxe a própria receita, que ele e o mestre cervejeiro Rodrigo Silveira apenas adaptaram para uma escala maior”, conta Moroni Andrade, gerente comercial da Cervejaria Invicta, responsável pela produção. “O primeiro lote do rótulo, com 5 mil garrafas, saiu entre o fim de março e o início de abril deste ano, mas agora já estamos no quinto”, comemora.

Apaixonado tanto por rock, quanto por cerveja, Ronaldo Rossi, dono da Cervejoteca, criou a Riff Beer segundo o conceito que chama de heavy metal: “sem carinho e sem suavidade, mas complexa e saborosa”. “A ideia é oferecer cervejas pronunciadas no lúpulo, mas sempre equilibradas e com bom residual de açúcar”, explica Rossi, que também é chef de cozinha. A marca contará com 12 diferentes estilos, entre sazonais e fixos, cada um inspirado por uma banda do gênero. Atualmente, há oito deles em desenvolvimento em diferentes cervejarias e quatro receitas prontas e aguardando registro do Ministério da Agricultura.

Para comemorar o aniversário da loja, que reúne impressionantes 500 rótulos, Rossi concebeu a Overkill, em homenagem à música homônima da banda britânica Motörhead. Nas palavras do próprio criador, “uma IPA brutal, com 11% de teor alcoólico e 200 IBUs”, que é a unidade que mede o nível de amargor da cerveja. “Sensacional, com lúpulo até na alma”, segundo um integrante da Untappd, um tipo de Foursquare voltado para os cervejeiros.

Sentimento recíproco
Outro impregnado de cerveja e rock até os ossos é Vladimir Urban, sócio da cerveja Diabólica. Figura conhecida do psychobilly nacional, esse estilo de rock que mistura punk e rockabilly, sua história ilustra como a música pode ajudar a bebida e vice-versa. Hoje parte da banda Sick Sick Sinners, também já foi da Catalépticos e d’Os Cervejas. Quando ele e seus colegas começaram a fazer turnês na Europa, por volta de 1997, conheceram cervejas diferentes das pilsen daqui. De volta a Curitiba, passaram a procurá-las em todos os bares e pubs da cidade. Quando encontravam, pulavam de alegria.

A cena musical foi crescendo e eles ajudaram a fundar o Psycho Carnival, festival que acontece há 13 anos na capital paranaense e faz parte do calendário mundial do psychobilly. Ao mesmo tempo foi crescendo a sede por cervejas especiais, não só da banda, mas de todos os frequentadores dos shows, que acabavam com os estoques da pale ale da Eisenbahn, então uma cervejaria artesanal catarinense. Assim, decidiram criar a Diabólica IPA, com sugestivos 6,66% de teor alcoólico, que foi sucesso imediato. Hoje estão lançando seu segundo rótulo, justamente uma pale ale. “O desenho, inclusive, foi criado pelo artista plástico Rafael Silveira, que já foi sócio da Diabólica e hoje toca na banda Transtornados do Ritmo Antigo”, conta Vlad.

Ciente da dificuldade que uma banda em começo de carreira tem para conseguir patrocínio, a Diabólica ajuda no que pode. Custeou a gravação do CD d’As Diabatz, agora em turnê pelo velho continente. Também procura divulgar e fornecer cerveja para que as bandas possam vendê-la nos shows e aumentar o caixa. A marca ainda promove a Rockin’Beer Night, festa que conjuga música, comida e bebidas especiais e apoia a organização do Beer Day de Curitiba no que for preciso. Vlad acredita que essa colaboração mútua ajuda a promover não só o rock e a cerveja, mas a identificação entre as pessoas e até a própria cidade.

“Da época que a gente rodava a cidade atrás de uma pale ale até hoje, o cenário mudou radicalmente. Hoje há cerca de dez cervejarias artesanais na região, todas com uma qualidade excelente. Meu sonho é que o mesmo aconteça em todos os estados, e que a gente possa tomar uma cerveja diferente, produzida no local, para onde quer que viaje”, explica ele. Este é um brinde que vale a pena!

 

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Mercado artesanal de cerveja planeja crescer 13 vezes em 10 anos

O aumento da renda e as mudanças nos hábitos de consumo dos brasileiros devem fazer com que o mercado de cervejas artesanais cresça 13 vezes no país na próxima década.

Em 2011, a produção total de cervejas no Brasil chegou a 13,3 bilhões de litros de acordo com o Sicobe, sistema de medição da Receita Federal.

Dados da Associação Brasileira de Bebidas (Abrabe) mostram que, deste total, apenas 0,15% são produtos feitos por microcervejarias. A expectativa da associação, porém, é que em dez anos a participação suba para 2%.

Festival de cervejas artesanais Beer Experience

Foto 1 de 10 – Cervejaria Invicta, de Ribeirão Preto (SP), lança sete novos rótulos na Beer Experience Divulgação

O Brasil possui, atualmente, cerca de 200 microcervejarias, a maioria localizada nas regiões Sul e Sudeste. Cidades como Ribeirão Preto e Piracicaba, no Estado de São Paulo, e Curitiba, no Paraná, vêm se tornando polos de produção das cervejas artesanais, diz o sommelier de cervejas André Cancegliero.

Cancegliero é responsável pelo festival Beer Experience, realizado nesta sexta-feira (5) e neste sábado (6) na capital paulista. O objetivo do evento, que reúne 35 expositores, é justamente atrair novos consumidores.

“O que mais prejudica a cultura cervejeira no Brasil é a falta de conhecimento. O brasileiro conhece muito pouco sobre cerveja. Consome basicamente o tipo pielsen, que é apenas uma entre as cerca de 180 variedades existentes no mundo”, diz.

Preço alto ainda afasta consumidor

As microcervejarias são pequenas indústrias, a maioria de origem familiar, que produzem no máximo cinco milhões de litros por ano. As cervejas costumam ser fabricadas com ingredientes especiais e contêm pelo menos 80% de malte. Para efeito de comparação, nas cervejas pilsen, as mais consumidas no país, o teor médio é de 5,3%.

O preço alto, diz o sommelier, também prejudica o segmento. A maior parte da matéria-prima usada na fabricação de cervejas arsenais, como malte, lúpulo e fermento, é importada.

“Isso faz com que a cerveja artesanal seja de três a quatro vezes mais cara”, calcula Cancegliero.

Evento traz mais de 300 rótulos nacionais e importados

Mais de 300 rótulos, nacionais e importados, serão apresentados no Beer Experience. Entre as nacionais está a Taperebá Witbier, fabricada pela Amazon Beer, de Belém (PA). Outra cerveja nacional apresentada no evento será a Berthô, feita com castanha do Pará. O produto é fabricado pela Cervejaria Colorado, de Ribeirão Preto (SP).

Entre os produtos internacionais, estarão cervejas belgas, escocesas e italianas. Todos os produtos serão vendidos com descontos que chegam a 30%.

 
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Publicado por em 05/10/2012 em Artesanais, Artigos, Degustando, Dicas

 

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O que a sua cerveja preferida diz sobre você?

Fonte: http://www.bebendobem.com.br/2012/08/o-que-a-sua-cerveja-preferida-diz-sobre-voce/

 

 
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Publicado por em 14/09/2012 em Artesanais, Artigos, Curiosidade, Degustando, Dicas

 

Preferência nacional, Pilsen é a principal porta de entrada para o mundo da cerveja

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    A Pilsen domina 98% do mercado de cerveja no BrasilA Pilsen domina 98% do mercado de cerveja no Brasil

A paixão do brasileiro por cervejas dispensa explicações. É a bebida que transita por todos os nichos e vai da mesa de bar às grandes comemorações. Se há dúvidas de sua veia democrática, os números ajudam a comprovação: ela é dona da gorda fatia de 90% do mercado de bebidas alcoólicas no país, segundo a ABRABE-Associação Brasileira de Bebidas. Destilados, vinhos, cachaça e demais bebidas, dividem os 10% restantes.

Mas a cerveja vive um novo cenário no Brasil. Tal como grande parte do planeta, o país festeja o boom das cervejas especiais, um mundo particular que vai muito além da velha conhecida dos brasileiros -a loira gelada, suave e de espuma abundante. Esta, denominada tecnicamente de Pilsen, foi criada em 1842, na região tcheca de nome homônimo e que batizou o estilo. Ela domina 60% do mercado de cervejas e chopes produzidos no mundo – no Brasil, ela ocupa 98%.

Muitas são as denominações para ela: Pilsener, Pilsen, Pils -este adotado pelos padrões internacionais. Um breve mergulho no mundo da cerveja revela: Pilsen é um tipo da bebida de baixo teor alcoólico (3 a 5%) que pertence ao estilo das Lagers, cerveja dourada, filtrada e fermentada em baixa temperatura (por volta de 12 graus). A família ainda engloba a Marzen, Bock, Festbier Helles, Budweis, Schwarzbier, Dortmunds e Dunkel.  Essa última, é escura e destoa do padrão de quase toda Lager.

Disputa nas prateleiras
E em tempos de vocabulário cervejeiro extenso, é normal que ele deixe muitos consumidores em dúvida diante de tanta oferta no mercado. Afinal, disputam nas prateleiras, lado a lado, grandes rótulos importados e boas sugestões de jovens microcervejarias nacionais.

Aos que começam a se aventurar nesse universo, vale uma regra básica: “Comece com as mais simples e menos alcoólicas. E, aos poucos, parta para as mais complexas”, aconselha Luiz Caropreso, sommelier de cervejas do Melograno, bar e empório especializado em São Paulo e professor do curso de Sommelier de Cervejas do SENAC-SP.

O especialista ajuda entender o que é essa complexidade: são características que dão personalidade à cerveja, tais como notas frutadas, florais e de especiarias. “Paras os iniciantes, sugiro mesmo as cervejas do estilo Pilsen, que possui subtipos como as Bohemian Pilsener ou German Pilsener, que são cervejas mais refrescantes”, indica.

Ele explica que em um segundo momento, dá para partir para o estilo Weissen, que leva trigo na composição, tem baixo teor de álcool e traz notas de cravo e de frutas – normalmente banana. O próximo passo pede estilos mais elaborados, complexos e mais alcoólicos e nesse quesito, a ordem sugerida pelo sommelier é Bock, Bock Weissen, ESP, Pale Ale, Stout, as Belgian e Lambics.