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Cerveja e rock, uma dupla inseparável

Existem aqueles casamentos entre almas gêmeas que, mais do que final feliz, proporcionam um “durante” espetacular. É o caso do pão com manteiga, do queijo com goiabada, do champagne no Réveillon, e da cerveja e o rock. Tão frutífero é esse relacionamento, que muitas bandas de sucesso cruzaram a fronteira do balcão do bar e agora têm rótulos com seu próprio nome. O Perl Jam tem uma. O Deep Purple, o Rush, o Kiss e o AC/DC também.  O Iron Maiden tem duas. Até os brasileiros Blues Etílicos, Nenhum de Nós e Sepultura têm as suas.

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O copo e o som que o homem uniu, nem Deus separa!

Uma das bandas nacionais a abraçar essa tendência mais recentemente foi o Velhas Virgens. Para comemorar os 25 anos de estrada e como parte da filosofia do grupo, surgiu a Velhas Virgens Indie Rockin’Beer, uma IPA puro malte com 6,5% de graduação alcoólica. “O Tuca, que é o baixista deles, faz cerveja em casa e trouxe a própria receita, que ele e o mestre cervejeiro Rodrigo Silveira apenas adaptaram para uma escala maior”, conta Moroni Andrade, gerente comercial da Cervejaria Invicta, responsável pela produção. “O primeiro lote do rótulo, com 5 mil garrafas, saiu entre o fim de março e o início de abril deste ano, mas agora já estamos no quinto”, comemora.

Apaixonado tanto por rock, quanto por cerveja, Ronaldo Rossi, dono da Cervejoteca, criou a Riff Beer segundo o conceito que chama de heavy metal: “sem carinho e sem suavidade, mas complexa e saborosa”. “A ideia é oferecer cervejas pronunciadas no lúpulo, mas sempre equilibradas e com bom residual de açúcar”, explica Rossi, que também é chef de cozinha. A marca contará com 12 diferentes estilos, entre sazonais e fixos, cada um inspirado por uma banda do gênero. Atualmente, há oito deles em desenvolvimento em diferentes cervejarias e quatro receitas prontas e aguardando registro do Ministério da Agricultura.

Para comemorar o aniversário da loja, que reúne impressionantes 500 rótulos, Rossi concebeu a Overkill, em homenagem à música homônima da banda britânica Motörhead. Nas palavras do próprio criador, “uma IPA brutal, com 11% de teor alcoólico e 200 IBUs”, que é a unidade que mede o nível de amargor da cerveja. “Sensacional, com lúpulo até na alma”, segundo um integrante da Untappd, um tipo de Foursquare voltado para os cervejeiros.

Sentimento recíproco
Outro impregnado de cerveja e rock até os ossos é Vladimir Urban, sócio da cerveja Diabólica. Figura conhecida do psychobilly nacional, esse estilo de rock que mistura punk e rockabilly, sua história ilustra como a música pode ajudar a bebida e vice-versa. Hoje parte da banda Sick Sick Sinners, também já foi da Catalépticos e d’Os Cervejas. Quando ele e seus colegas começaram a fazer turnês na Europa, por volta de 1997, conheceram cervejas diferentes das pilsen daqui. De volta a Curitiba, passaram a procurá-las em todos os bares e pubs da cidade. Quando encontravam, pulavam de alegria.

A cena musical foi crescendo e eles ajudaram a fundar o Psycho Carnival, festival que acontece há 13 anos na capital paranaense e faz parte do calendário mundial do psychobilly. Ao mesmo tempo foi crescendo a sede por cervejas especiais, não só da banda, mas de todos os frequentadores dos shows, que acabavam com os estoques da pale ale da Eisenbahn, então uma cervejaria artesanal catarinense. Assim, decidiram criar a Diabólica IPA, com sugestivos 6,66% de teor alcoólico, que foi sucesso imediato. Hoje estão lançando seu segundo rótulo, justamente uma pale ale. “O desenho, inclusive, foi criado pelo artista plástico Rafael Silveira, que já foi sócio da Diabólica e hoje toca na banda Transtornados do Ritmo Antigo”, conta Vlad.

Ciente da dificuldade que uma banda em começo de carreira tem para conseguir patrocínio, a Diabólica ajuda no que pode. Custeou a gravação do CD d’As Diabatz, agora em turnê pelo velho continente. Também procura divulgar e fornecer cerveja para que as bandas possam vendê-la nos shows e aumentar o caixa. A marca ainda promove a Rockin’Beer Night, festa que conjuga música, comida e bebidas especiais e apoia a organização do Beer Day de Curitiba no que for preciso. Vlad acredita que essa colaboração mútua ajuda a promover não só o rock e a cerveja, mas a identificação entre as pessoas e até a própria cidade.

“Da época que a gente rodava a cidade atrás de uma pale ale até hoje, o cenário mudou radicalmente. Hoje há cerca de dez cervejarias artesanais na região, todas com uma qualidade excelente. Meu sonho é que o mesmo aconteça em todos os estados, e que a gente possa tomar uma cerveja diferente, produzida no local, para onde quer que viaje”, explica ele. Este é um brinde que vale a pena!

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Mercado artesanal de cerveja planeja crescer 13 vezes em 10 anos

O aumento da renda e as mudanças nos hábitos de consumo dos brasileiros devem fazer com que o mercado de cervejas artesanais cresça 13 vezes no país na próxima década.

Em 2011, a produção total de cervejas no Brasil chegou a 13,3 bilhões de litros de acordo com o Sicobe, sistema de medição da Receita Federal.

Dados da Associação Brasileira de Bebidas (Abrabe) mostram que, deste total, apenas 0,15% são produtos feitos por microcervejarias. A expectativa da associação, porém, é que em dez anos a participação suba para 2%.

Festival de cervejas artesanais Beer Experience

Foto 1 de 10 – Cervejaria Invicta, de Ribeirão Preto (SP), lança sete novos rótulos na Beer Experience Divulgação

O Brasil possui, atualmente, cerca de 200 microcervejarias, a maioria localizada nas regiões Sul e Sudeste. Cidades como Ribeirão Preto e Piracicaba, no Estado de São Paulo, e Curitiba, no Paraná, vêm se tornando polos de produção das cervejas artesanais, diz o sommelier de cervejas André Cancegliero.

Cancegliero é responsável pelo festival Beer Experience, realizado nesta sexta-feira (5) e neste sábado (6) na capital paulista. O objetivo do evento, que reúne 35 expositores, é justamente atrair novos consumidores.

“O que mais prejudica a cultura cervejeira no Brasil é a falta de conhecimento. O brasileiro conhece muito pouco sobre cerveja. Consome basicamente o tipo pielsen, que é apenas uma entre as cerca de 180 variedades existentes no mundo”, diz.

Preço alto ainda afasta consumidor

As microcervejarias são pequenas indústrias, a maioria de origem familiar, que produzem no máximo cinco milhões de litros por ano. As cervejas costumam ser fabricadas com ingredientes especiais e contêm pelo menos 80% de malte. Para efeito de comparação, nas cervejas pilsen, as mais consumidas no país, o teor médio é de 5,3%.

O preço alto, diz o sommelier, também prejudica o segmento. A maior parte da matéria-prima usada na fabricação de cervejas arsenais, como malte, lúpulo e fermento, é importada.

“Isso faz com que a cerveja artesanal seja de três a quatro vezes mais cara”, calcula Cancegliero.

Evento traz mais de 300 rótulos nacionais e importados

Mais de 300 rótulos, nacionais e importados, serão apresentados no Beer Experience. Entre as nacionais está a Taperebá Witbier, fabricada pela Amazon Beer, de Belém (PA). Outra cerveja nacional apresentada no evento será a Berthô, feita com castanha do Pará. O produto é fabricado pela Cervejaria Colorado, de Ribeirão Preto (SP).

Entre os produtos internacionais, estarão cervejas belgas, escocesas e italianas. Todos os produtos serão vendidos com descontos que chegam a 30%.

 
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Publicado por em 05/10/2012 em Artesanais, Artigos, Degustando, Dicas

 

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Cervejas e sobremesas: união que pode surpreender até os mais desconfiados

Há quem ainda estranhe a ideia o casamento de sobremesas com cervejas. Mas, acredite, essa combinação pode surpreender até os mais desavisados e incrédulos. Os diferentes estilos da bebida apresentam elementos capazes de harmonizar com todas as variações de sobremesa. Sim! Todas, sem exceção. Parece pretensão, mas não é.

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Para melhor entender e desfrutar dessas inusitadas combinações, antes de qualquer coisa, pense que harmonização não é nada difícil: basta manter a sensibilidade aguçada e aplicar os conhecimentos intuitivos e as experiências familiares que trazemos desde a infância.

Isto fica claro quando se pensa, por exemplo, no bolo de chocolate ao lado de um bom café. Bom, não? Imagine, então, substituir o cafezinho por uma cerveja do estilo Robust Porter, como a inglesa Meantime London Porter (6,5%, 750 ml, R$ 46,50, no Clube do Malte,www.clubedomalte.com.br); ou ainda com uma do estilo Imperial Stout, como o rótulo brasileiro Bierland Imperial Stout (7%, 600 ml, R$ 13,90, na Puro Malte, www.puromalte.com.br). Esses estilos apresentam em suas receitas maltes de elevadas intensidades de torrefação, que se revelam em inconfundíveis aromas de café, chocolate e caramelo. Na boca, a doçura do bolo e o amargor da cerveja se misturam e se atenuam. Por intuição e familiaridade, é fácil concordar que a combinação funciona.

Imagine agora o mesmo bolo de chocolate acompanhado de frutas vermelhas. Bom também? Mas, aqui, há um detalhe: as frutas vermelhas não estão presentes no bolo e, sim, na cerveja do estilo Fruit Lambic, como a belga Mort Subite Framboise (veja ficha técnica abaixo). É fechar os olhos, depois de uma bocada e um gole, e criar na boca a poderosa ilusão de estar comendo um bolo Floresta Negra- aquela receita clássica dos aniversários com chocolate e cereja. De maneira redisposta, a taça traz o perfume e a acidez característicos das frutas vermelhas, enquanto o prato oferece a cremosidade e a doçura do bolo de chocolate.

Para sobremesas à base de frutas, alguns outros estilos: a cerveja nacional Wit, da Wäls Witte (5%, 600 ml, R$ 13,90, na Puro Malte, www.puromalte.com.br), acompanha muito bem doces elaborados com laranjas; Weizen (ou também denominado Weiss), da paulista Bamberg Weizen (5%, 600 ml, R$ 11,90, na Beer Online, www.beeronline.com.br), combina com sobremesas de maçã; e Dunkelweizen, da alemã Paulaner Hefe-Weissbier Dunkel (5,3%, 500 ml, R$ 9,29, na Cerveja Store, www.cervejastore.com.br), é par dos doces com banana – as notas tostadas da cerveja, lembrando toffee-caramelo, são as mesmas encontradas quando esta fruta é flambada.

Depois de provar ao menos um desses duetos, desafio: será possível pensar nas cervejas da mesma maneira que antes?

::FICHA TÉCNICA::
Mort Subite Framboise
Produzida através de fermentação espontânea, essa variação recebe framboesas maceradas durante lenta maturação em barris de madeira. Apresenta cor e aromas inebriantes de framboesa em acidez assertiva de final de boca. Idealmente servida em taça flûte e acompanhada de queijos de casca branca- como Brie e Camembert; e sobremesas à base de chocolate meio amargo ou branco. Com essa cena romântica armada, o encontro à luz de velas só estará começando!

País: Bélgica
Teor alcoólico:4,3%
Volume: 250 ml
Preço: R$ 15,90
Estilo:Fruit Lambic
Onde encontrar: www.beer4u.com.br

 
 

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